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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Serge Mongeau – A via da simplicidade voluntária

"A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades.

Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade.

A via da simplicidade voluntária abre-se por um caminho pessoal de introspecção: trata-se de cada um descobrir quem é e identificar as respostas às suas verdadeiras necessidades, e quando falo de necessidades penso para além das necessidades físicas de base, nas necessidades sociais, afectivas e espirituais. O que é que me vai preencher plenamente em todas as minhas dimensões e capacidades? No nosso mundo de abundância, isto significa que temos de escolher; não ir mais na corrente da moda, da publicidade ou do olhar os outros, mas sim em função das necessidades autênticas.”



Descobri esta citação aqui.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Thich Nhat Han: 2º Treino da Plena Atenção

Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, estou determinada a praticar generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. A minha opção é não roubar e não possuir nada que porventura pertença a alguém - em vez disso, hei-de compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com quem precise.

Consciente de que a busca da riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem criar sofrimento; de que a felicidade depende do meu estado de espírito e não de condições externas; e de que para ser feliz aqui e agora a unica coisa que preciso é lembrar-me de que já possuo todas as condições para tal, prometo viver de uma forma que contribua para a redução do sofrimento de todos os seres vivos na Terra.

Thich Nhat Han (2º Treinamento da Plena Atenção)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Buda: a impermanência das posses

“Como é curta a vida! A morte vem antes dos cem anos; quem viver mais irá morrer de velhice à mesma.

As pessoas se angustiam por aquilo que têm apego, no entanto nada possuído é constante e nada é possuído com constância. (...) Aquilo que alguém imagina ser seu irá desaparecer com a morte. Compreendendo isso, o sábio não terá apego a nada.

Quem cobiça objectos de apego não abandona a tristeza, angústia e avareza mas o sábio, tendo-se livrado das suas posses, mantêm-se em tranquilidade e insight."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rumi: acorrentados pelo desejo de riqueza













Os homens são como demônios,
E o desejo de riqueza suas correntes,
Que os arrasta a labutar na oficina e no campo.
Essas correntes são feitas de seus medos e ansiedades.
Não penses que esses homens não estão acorrentados.
Suas correntes forçam-nos a dedicar-se ao trabalho e à caça,
Forçam-nos a labutar em minas e no mar,
Incitam-nos para o bem e para o mal.

Trecho do livro Masnavi (pg 212)
Rumi, poeta e místico sufi do séc. XIII

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Slow food, slow money...

Primeiro foi o slow food, agora é o slow money...



Nesta entrevista, Woody Tasch explica a ideia do Slow Money. Ele descreve como a actual crise econômica levanta questões fundamentais sobre o futuro do capitalismo e traz consigo a oportunidade de reorganizar o mercado financeiro no sentido da sustentabilidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os principais problemas do materialismo

Neste video, Satish Kumar descreve como os actuais níveis de consumo no Ocidente são pura e simplesmente insustentáveis. Ele examina os valores prevalecentes na nossa sociedade materialista e descreve um estilo de vida mais saudável, sustentável e conducente à felicidade, lembrando-nos que "a qualidade de vida é mais importante que a quantidade de bens materiais".
Visualizar aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um novo modelo social

Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.

Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.

E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.

- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ambrósio de Milão: A terra é de todos

A natureza derramou todas as coisas em comum para todos. Com efeito, Deus mesmo ordenou que todas as coisas fossem criadas de tal sorte que o alimento fosse comum para todos e que a terra, por conseguinte, fosse uma espécie de propriedade comum de todos. Foi, pois, a natureza que produziu o direito comum, e a usurpação (usurpatio) que criou o direito de propriedade. Ora, sobre este ponto, dizem os filósofos, “os estóicos achavam que os produtos da terra são todos criados para as necessidades dos homens e que os homens foram gerados por outros homens, a fim de que eles próprios possam ajudar uns aos outros” (Cícero, Dos deveres, 1, 7, 22). – Ambrósio, Surtes devoirs des clercs, 1,28,132, C.U.F.,1984, p. 158, trad. M. Testard

O Senhor nosso Deus quis que esta terra fosse a posse comum de todos os homens e que os frutos dela fossem destinados a todos. Mas a avidez repartiu os direitos de propriedade. É, pois, justo, se reivindicas para ti em particular uma coisa que foi posta em comum para o género humano, ou antes para todos os seres vivos, que distribuas entre pobres pelo menos alguma coisa dela, de forma que não recuses o alimento a quem deves a partilha de teu direito.

A natureza não é de forma alguma deficiente: ela deu os alimentos, não propôs vícios. Fez seus dons em comum, para que tu não reivindiques certas coisas como próprias. (...) Os elementos são dados a todos em comum.

A terra foi estabelecida em comum para todos, tanto ricos como pobres; por que então vos arrogais para vós somente, ó ricos, o direito de propriedade? A natureza não conhece ricos, ela nos gera todos pobres.

Sur Naboth, 1, 2, PL, 14, 731 C, em A-G. Hamman, Riches etpauvres..., p. 220, trad. Fr. Quéré-Jalmes

O mundo foi criado para todos, e vós, que sois uma minoria de ricos, quereis a todo o custo reivindicá-lo para vós. SurNaboth, III, 11, PL, 14, 734 B, ibid., p. 224

Não é teu aquilo que distribuis ao pobre, estás apenas lhe restituindo o que é dele. Porque foste tu que usurpaste aquilo que é dado a todos para o bem de todos. A terra pertence a todos, e não aos ricos. SurNaboth, XII, 53, PL, 14, 747 B, ibid., p. 252.

Ambrósio de Milão (Alemanha 340 - 397)
Este texto é citado pela encíclica Populorum Progressio, n. 23

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peter Singer e a ética do consumismo


Peter Singer's thoughts on the ethics of consumption are amplified against the backdrop of Fifth Avenue's posh boutiques.