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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Recursos Internos

Quando me sinto satisfeita com o que tenho, consigo viver com simplicidade e desfrutar de prosperidade e tempo livre.

Quando os meus objectivos são claros,
consigo alcançá-los sem espalhafatos.


Quando estou em paz comigo mesma,
deixo de desperdi
çar a minha força vital em conflitos.

Quando aprender a deixar ir deixarei de ter medo da morte.

John Heider, The Tao of Leadership

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Milarepa: livre do sofrimento

Não tenho qualquer desejo por posses nem riqueza,
e por isso não tenho nada.

Não tenho a experiência do sofrimento inicial
de ter de acumular bens,

do sofrimento intermediário
de ter de guardar e manter as posses,

nem do sofrimento final de perder tudo que adquiri.
Isso é uma coisa maravilhosa.

- Milarepa

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rumi: Pão

Um dia, um xeique e um discípulo estão caminhando rapidamente em direção a uma cidade famosa por nela haver muito pouco para comer. O discípulo não diz nada mas está sempre com medo de passar fome. O professor sabe o que o discípulo pensa.

Quanto tempo hás-de desperdiçar temendo o futuro por causa do teu amor à comida? Fechaste os olhos à auto-negação e esqueceste quem fornece.

Não te preocupes. Terás as tuas nozes, passas e sobremesas especiais. Só os verdadeiros favoritos recebem a fome como seu pão de cada dia. E tu não és um desses. Quem ama a barriga recebe prato após prato da cozinha.

Quando uma pessoa dessas morre, o próprio pão vem ao funeral e faz um discurso, "O cadáver, quase que te mataste com a tua preocupação com a comida. Agora já cá não estás mas a comida continua aqui, e mais do que suficiente. Toma um pouco de pão, é uma oferta."

O pão está mais apaixonado por ti que tu por ele. Senta-se e espera durante dias. Sabe que não tens força de vontade. Se pudesses fazer jejum, o pão pularia para o teu colo, como os amantes fazem um com o outro.

Enche-te de confiança, não com esses medos infantis de vir a passar fome.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Meditação analítica sobre a inveja

- Pensa sobre uma situação que te faz sentir inveja.
- Qual é o sabor da inveja? Como é que a inveja te faz sentir?
- Observas pensamentos repetindo-se continuamente na tua mente?
- Qual é o objecto que queres tanto ter e que achas que a outra pessoa não tem direito a ter?
- Por que é que achas que tens mais direito a ter do que a outra pessoa?
- A tua inveja ajuda-te a obter aquilo que queres?
- Este objecto é mesmo importante na tua vida?
- Ficarias realmente feliz ao obter aquilo que queres?
- A obtenção daquilo que tanto desejas poderia fazer-te continuamente feliz?
- Por que é tão difícil sentires felicidade pelo que a outra pessoa tem?
- Quando nos alegramos pela sorte dos outros, ambos somos felizes!
- Tenta dar genuinamente o objecto ao outro e sentir-te feliz com a tua generosidade!

Fonte

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Trabalha Português


Video Clip caseiro do tema Trabalha Português feito pelo compositor/intérprete Pedro Eça.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Não podemos forçar a simplicidade

"Não podemos forçar a simplicidade, mas podemos convidá-la, encontrando tanta riqueza quanto possível nas poucas coisas que temos à mão. Simplicidade não significa escassez mas sim um certo tipo de riqueza, a plenitude que surge quando deixamos de encher o mundo com coisas." ~ Thomas Moore

domingo, 6 de junho de 2010

A vida no futuro

Tinkers Bubble é uma eco-communidade em Somerset, na Inglaterra.



Curiosos? Podem aprender mais aqui.

sábado, 5 de junho de 2010

A inveja, a avareza e o amor ao dinheiro

Continuação daqui.

Aprendi que quando se herda qualquer coisa herda-se uma série de problemas; de repente tornei-me o alvo da inveja e raiva das pessoas que sentem aversão ao facto que a herdeira fui eu.

Geshe Rabten, um monge budista tibetano, define a inveja como "um factor mental distinto que, produzido pelo apego ao respeito e ganhos materiais, é incapaz de suportar as coisas boas que os outros têm e traz sempre consigo uma profunda agitação mental. É a base para o imediato surgimento de sofrimento mental e a sua função é a de causar o esgotamento das coisas boas que temos."

O monge explica que a inveja contém frequentemente um elemento de medo. Vemos, por exemplo, que alguém está prestes a obter algo que nós queriamos tanto ter. Desejosos desses bens e receosos de não os obter, começamos a não gostar e até a odeiar a pessoa que imaginamos ser a causa do nosso problema.

Bhante, outro budista, explica a inveja como uma preocupação quase obsessiva com coisas materiais, riqueza e posses. Diz que o antídoto para a possessividade é a generosidade, a contemplação sobre a impermanência das coisas materiais e sobre o facto que vamos morrer.

Mas quem herda também se pode tornar alvo da avareza ou ganância (cobiça). Devido ao apego aos ganhos materiais, corremos sempre o risco de nos agarrarmos firmemente aos bens que agora possuimos e não querer abrir mão deles. Apreciamos as nossas posses, não queremos vê-las diminuir e sofremos com a possibilidade de nos separarmos delas. Para quem valoriza a generosidade, a avareza é o maior obstáculo. Há até quem diga que é a causa de pobreza material e espiritual no futuro.

O que acham? Que o amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todo o mal?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Quanto mais você dá, mais recebe

Há cerca de ano e meio atrás dei tudo que tinha - abdiquei do meu apartamento, dei as mobílias, os livros, enfim, todas essas coisas que a gente vai acumulando ao longo do tempo. Deixei também o sítio onde vivia, uma cidade lindíssima a que estava ficando apegada. Dei tudo excepto um mínimo de roupas, o laptop e o piano electrónico.

Só que quanto mais a gente dá mais recebe. Vejam só que agora herdei uma casa completamente mobilada, livros que nunca mais acabam, um carro, algum dinheiro e até uma escola de tai chi! Sinto-me mais feliz? Não. Sinto-me mais rica? Não. Sinto-me mais segura? Também não.

Mas acho incrível, esta lei natural do dar e receber... Todas estas coisas que herdei não as considero minhas; nem minhas nem de ninguém em particular, mas do Todo. Chegamos a este mundo sem nada e deixamos cá tudo. Nem o nosso corpo nos pertence pois quando chegar a hora da morte também teremos que o deixar. Assim sendo, porque nos agarramos tanto às coisas?

Continua aqui.