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sábado, 5 de junho de 2010

A inveja, a avareza e o amor ao dinheiro

Continuação daqui.

Aprendi que quando se herda qualquer coisa herda-se uma série de problemas; de repente tornei-me o alvo da inveja e raiva das pessoas que sentem aversão ao facto que a herdeira fui eu.

Geshe Rabten, um monge budista tibetano, define a inveja como "um factor mental distinto que, produzido pelo apego ao respeito e ganhos materiais, é incapaz de suportar as coisas boas que os outros têm e traz sempre consigo uma profunda agitação mental. É a base para o imediato surgimento de sofrimento mental e a sua função é a de causar o esgotamento das coisas boas que temos."

O monge explica que a inveja contém frequentemente um elemento de medo. Vemos, por exemplo, que alguém está prestes a obter algo que nós queriamos tanto ter. Desejosos desses bens e receosos de não os obter, começamos a não gostar e até a odeiar a pessoa que imaginamos ser a causa do nosso problema.

Bhante, outro budista, explica a inveja como uma preocupação quase obsessiva com coisas materiais, riqueza e posses. Diz que o antídoto para a possessividade é a generosidade, a contemplação sobre a impermanência das coisas materiais e sobre o facto que vamos morrer.

Mas quem herda também se pode tornar alvo da avareza ou ganância (cobiça). Devido ao apego aos ganhos materiais, corremos sempre o risco de nos agarrarmos firmemente aos bens que agora possuimos e não querer abrir mão deles. Apreciamos as nossas posses, não queremos vê-las diminuir e sofremos com a possibilidade de nos separarmos delas. Para quem valoriza a generosidade, a avareza é o maior obstáculo. Há até quem diga que é a causa de pobreza material e espiritual no futuro.

O que acham? Que o amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todo o mal?

1 comentário:

  1. Acho fantastico, viver assim, infelizmente o nosso mundo é muito Capitalista e a maioria da sociedade faz tudo em função de dinheiro e riqueza.

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