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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rumi: Pão

Um dia, um xeique e um discípulo estão caminhando rapidamente em direção a uma cidade famosa por nela haver muito pouco para comer. O discípulo não diz nada mas está sempre com medo de passar fome. O professor sabe o que o discípulo pensa.

Quanto tempo hás-de desperdiçar temendo o futuro por causa do teu amor à comida? Fechaste os olhos à auto-negação e esqueceste quem fornece.

Não te preocupes. Terás as tuas nozes, passas e sobremesas especiais. Só os verdadeiros favoritos recebem a fome como seu pão de cada dia. E tu não és um desses. Quem ama a barriga recebe prato após prato da cozinha.

Quando uma pessoa dessas morre, o próprio pão vem ao funeral e faz um discurso, "O cadáver, quase que te mataste com a tua preocupação com a comida. Agora já cá não estás mas a comida continua aqui, e mais do que suficiente. Toma um pouco de pão, é uma oferta."

O pão está mais apaixonado por ti que tu por ele. Senta-se e espera durante dias. Sabe que não tens força de vontade. Se pudesses fazer jejum, o pão pularia para o teu colo, como os amantes fazem um com o outro.

Enche-te de confiança, não com esses medos infantis de vir a passar fome.

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