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sábado, 1 de setembro de 2012

Renunciante? Quem? Eu?


Quando foi elogiado por ter abandonado a grande riqueza da família a fim de se concentrar no caminho do yoga, Bhaduri Mahasaya respondeu:

 "Deixei umas moedas e uns prazeres insignificantes por um império cósmico de felicidade sem fim. Como podes então pensar que neguei-me de algo? Eu tenho a alegria de compartilhar o tesouro. Isso é sacrifício? Verdadeiros renunciantes são os que, com sua curta visão, enfocam apenas em coisas mundanas! Eles abandonam posses divinais sem igual por um pobre punhado de brinquedos terrenos!"

Autobiografia de um Yogui

domingo, 26 de agosto de 2012

Dar e partilhar...


Se os seres soubessem, como eu sei, os resultados de dar e partilhar, eles não comeriam sem antes ter dado, nem permitiriam que a mácula do egoísmo invadisse as suas mentes. Mesmo se fosse o seu último bocado, eles não comeriam sem ter partilhado, se houvesse alguém com quem partilhar. Mas como os seres não sabem, como eu, os resultados de dar e partilhar, eles comem sem ter dado. A mácula do egoísmo toma conta das suas mentes.

Buda, no Dana Sutta, Itivuttaka 26.

sábado, 25 de agosto de 2012

Desenvolvendo um relacionamento com o dinheiro

Se você lida com dinheiro sem consciência e atenção de quanto você está gastando e recebendo, então o dinheiro simplesmente sai voando, mesmo que você tenha milhões de dólares no seu bolso. Se, por outro lado, você está consciente de quantas pessoas trabalharam duro por estas notas em particular, quanta energia elas gastaram por isso, então você começa a pensar de forma mais cuidadosa sobre comprar e vender. Você começa a desenvolver um relacionamento com o dinheiro. Fonte: The Question of Money, página 156 em Work, Sex, Money: Real Life on the Path of Mindfulness. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Citações: O sistema financeiro

“Pergunta às pessoas à tua volta porque não dizem ou fazem aquilo que realmente pensam estar correcto e a resposta será uma: medo. Uma das maiores razões desse medo é a necessidade de ganhar dinheiro para viver.”

“Se se conseguir inflaccionar artificialmente os custos básicos da vida, como comida, aquecimento, roupas e abrigo, pressiona-se as pessoas a servir o sistema e a ganhar dinheiro para suprir essas necessidades básicas. Quanto menos for preciso ganhar, mais escolhas terás para viveres a vida como quiseres. Quanto mais precisares de ganhar, mais limitadas serão as tuas escolhas. Este esquema é baseado na maior aldrabice de todas _ o pagamento de juros sobre dinheiro que não existe”.

"O sistema bancário é uma das mais destrutivas actividades criminais do planeta. As pessoas que cultivam comida e produzem as necessidades da vida estão afogadas em dívidas e são muitas vezes levadas à falência por pessoas que apenas inserem números num computador, cobrando-lhes juros de seguida. Estão em circulação fantásticas somas de “dinheiro”, sob a forma de cheques e créditos de várias espécies, mas menos de 10% deste dinheiro existe sob a forma de notas e moedas. Mais de 90% não existe. O sistema está completamente falido e só funciona porque as pessoas estão condicionadas a aceitar cheques e cartões de crédito como “dinheiro” quando, de facto, isso não é mais do que a entrada de alguns números num computador, sem qualquer suporte”.

“Apesar da loucura óbvia deste roubo legalizado, as nossas mentes ainda estão condicionadas a acreditar que cobrar juros por dinheiro que não existe é essencial, e sem isso a economia mundial iria colapsar. Não é assim”.

“Responde-me a isto: o que aconteceria se, em vez de pedirmos emprestado dinheiro inexistente ao sistema bancário privado, os nossos governos imprimissem dinheiro em quantidade suficiente e livre de juros, e o emprestassem às pessoas com uma taxa de juro reduzida, para cobrir taxas administrativas? Já não seríamos capazes de comprar tudo o que precisássemos? Claro que seríamos e com maior facilidade, já que o custo de tudo baixaria.”

“O dinheiro tornar-se-ia naquilo para que foi inventado: um meio de troca de contribuições dentro da comunidade, que supre algumas das nossas carências em produtos e serviços. É apenas quando há juros sobre o dinheiro que este se torna num mecanismo de controlo, usado com os efeitos devastadores a que hoje assistimos.”

“Não existe motivo pelo qual não possamos ter dinheiro livre de juros. Só falta a vontade para que isso aconteça, porque os políticos que poderiam derrubar este sistema estão a ser controlados e manipulados pelas mesmas pessoas que detêm os bancos do mundo, (…)”

“Repara só nos diferentes partidos políticos no teu país. Quantos propõem acabar com o sistema de juros caso sejam eleitos? Nenhum? Obrigado. E agora sabes porquê.

Dois presidentes dos Estados Unidos da América propuseram imprimir dinheiro livre de juros e começaram a introduzir a medida. Um foi Abraham Lincoln e o outro foi John F. Kennedy. Sabes o que mais têm estas duas figuras em comum?”.

David Icke, no seu livro “Eu Sou Eu, Eu Sou Livre _ o guia para os robôs obterem liberdade”

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A sabedoria da simplicidade

Simplificar significa enfrentar as coisas cara a cara. Significa enfrentar a vida com clareza, sem distrações desnecessárias. Significa ser-se direto e honesto em todos os tipos de relacionamentos. Significa encarar a vida tal como ela é. - Duane Elgin

Inspiração do Dia: A sabedoria da simplicidade é um tema com raízes profundas. O grande valor e as enormes vantagens da vida simples são encontradas em todas as grandes tradições de sabedoria do mundo. Jesus ensinou, com as suas palavras e o seu exemplo, que não devemos fazer da aquisição de bens materiais o nosso principal objectivo de vida. Tradições espirituais orientais, como o budismo, o hinduísmo e o taoísmo, também encorajam uma vida de moderação material e abundância espiritual. Os gregos, os puritanos e os quakers salientam a mesma coisa, tal como os transcendentalistas, cujo pensamento é melhor exemplificado pelas vidas e escritos de Emerson e Thoreau. A vida simples não é uma nova invenção social - o que é novidade é a urgente necessidade de responder às circunstâncias ecológicas e materiais que estão mudando radicalmente e em que a humanidade se encontra.

Duane Elgin
[continua aqui]

Seja a mudança que você quer ver no mundo: Hoje, dê outro passo em direção a simplicidade voluntária, tanto interna como externa.

sábado, 25 de junho de 2011

Wikipédia: simplicidade voluntária

Wikipédia define simplicidade voluntária da seguinte forma:

Vida simples ou simplicidade voluntária é um estilo de vida no qual os indivíduos conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o "quanto mais melhor", em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas à espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com a família e amigos, redução do stress , preservação do meio ambiente, justiça social ou anti-consumismo , enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas - embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com "pobreza forçada".

A pobreza é involuntária e debilitante, a simplicidade é voluntária e mobilizadora, adverte Duane Elgin, autor do livro Simplicidade Voluntária. Significa fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo, descobrindo assim que uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e abundante interiormente.

Ler o resto aqui.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O perigo das instituições bancárias

Eu acredito que as instituições bancárias são mais perigosas à nossas liberdade do que exércitos em alerta. Se o povo americano deixar os bancos privados controlarem a sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as corporações que crescerão ao seu redor vão tirar do povo todas as suas propriedades até que suas crianças acordem sem abrigo no continente que seus pais conquistaram. ~ Thomas Jefferson, 1802.

I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered.' ~ Thomas Jefferson 1802

sábado, 28 de agosto de 2010

Dalai Lama: o dinheiro e a felicidade

A compaixão e a afeição ajudam o cérebro a funcionar mais facilmente. Além disso, a compaixão também nos dá força interior; dá-nos auto-confiança, que reduz o medo, o que por sua vez mantém tranquila a nossa mente. Deste modo, a compaixão tem duas funções: faz com que o nosso cérebro funcione melhor e dá-nos força interior. Estas são então as causas da felicidade. Eu acredito que assim seja.

Agora, é claro que outras coisas também são boas para a felicidade. Por exemplo, todas as pessoas gostam de dinheiro. Se tivermos dinheiro, podemos então desfrutar das boas coisas. Normalmente, consideramos essas coisas como o mais importante, mas acho que não é assim. O conforto material pode advir do esforço físico, mas o conforto mental tem que vir do esforço mental. Se formos a uma loja e dermos dinheiro ao empregado e dissermos que queremos comprar a paz de espírito, eles dirão que não têm nada para vender. Muitos empregados iriam pensar que somos malucos e fariam pouco de nós. [...] Portanto, sempre que eu dou palestras, digo que as pessoas modernas pensam muito sobre o desenvolvimento exterior. Se só prestarmos atenção a esse nível, isso não será suficiente. A verdadeira alegria e satisfação têm de vir de dentro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Qual seria a tua maneira ideal de ganhar a vida?

A ideia de "ganhar a vida" não me agrada nem um pouco. No nosso planeta, nenhuma espécie - excepto nós, seres humanos -, precisa de ganhar a vida. O "mal menor" seria fazer do nosso propósito de vida o nosso modo de ganhar a vida. Na minha experiência, porém, algo muda quando já não trabalhamos por gosto mas também para pagar as contas e assim por diante.

Eu tenho tido muita sorte. Quando era adolescente adorava música e passado uns anos tornei-me música e professora de música. Mais tarde quis investigar o poder da música no desenvolvimento pessoal e comunitário e tornei-me música na comunidade e musicoterapeuta. A seguir quis saber mais sobre o funcionamento da mente e das emoções e depressa me tornei conselheira psicológica. E assim por diante...

Quando me apercebi dos efeitos nocivos da escolaridade obrigatória optei pelo homeschooling e agora apoio homeschoolers e unschoolers (pais-educadores) da Inglaterra, Portugal e Brasil. Como resultado da minha busca espiritual, dei comigo a traduzir ensinamentos espirituais e a orientar sessões de meditação num centro budista.

Em muitos aspectos, sempre fiz, e continuo fazendo, o trabalho ideal. Neste momento o meu trabalho não é pago. É feito voluntariamente, e é assim que prefiro trabalhar, por amor à arte, por prazer, por convicção no valor daquilo que estou a fazer. Sonhadora como sou, dou comigo muitas vezes a sonhar com uma sociedade sem dinheiro.

Por outro lado, também compreendo a perspectiva de Chogyam Trungpa, quando diz que:

"De acordo com o Buda, ganhar a vida de uma forma correta significa simplesmente ganhar dinheiro através do trabalho, ganhar dólares, libras, francos, pesos. Para comprar comida e pagar o aluguel você precisa de dinheiro. Esta não é uma imposição cruel. É uma situação natural. Não precisamos ficar constrangidos ao lidar com dinheiro, nem ressentir o facto de termos que trabalhar. Quanto mais energia você gasta, mais dinheiro você acaba ganhando.

O dinheiro envolve tantas situações que acaba permeando toda a nossa vida. Em geral, evitar o trabalho também tem a ver com evitar outros aspectos da vida . As pessoas que rejeitam o materialismo da sociedade americana e se colocam aparte não estão dispostas a se encararem a si mesmas. Elas gostariam de se confortar com a noção de que estão vivendo uma vida filosoficamente virtuosa, e não percebem que não estão dispostas a trabalhar com o mundo tal como ele é."

Este blogue é uma forma de investigar este tema, embora ainda não tenha chegado a nenhuma conclusão... Talvez o meu sonho mais profundo seja passar o resto, ou pelo menos uma boa parte da minha vida, meditando numa caverna numa montanha, como Tenzin Palmo. Um dos votos dela é nunca tocar no dinheiro. A vida da Peregrina da Paz também me traz inspiração.

Curiosamente, estou agora a lembrar-me dos tempos que passei angariando fundos para projectos comunitários e da felicidade que sentia ao saber que as propostas tinham sido bem sucedidas - pois poderia oferecer algo de valor sem ter que cobrar.

E tu? Qual seria a tua maneira ideal de ganhar a vida? Que tipo de trabalho gostarias realmente de fazer? Já estás fazendo esse trabalho?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Recursos Internos

Quando me sinto satisfeita com o que tenho, consigo viver com simplicidade e desfrutar de prosperidade e tempo livre.

Quando os meus objectivos são claros,
consigo alcançá-los sem espalhafatos.


Quando estou em paz comigo mesma,
deixo de desperdi
çar a minha força vital em conflitos.

Quando aprender a deixar ir deixarei de ter medo da morte.

John Heider, The Tao of Leadership

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Milarepa: livre do sofrimento

Não tenho qualquer desejo por posses nem riqueza,
e por isso não tenho nada.

Não tenho a experiência do sofrimento inicial
de ter de acumular bens,

do sofrimento intermediário
de ter de guardar e manter as posses,

nem do sofrimento final de perder tudo que adquiri.
Isso é uma coisa maravilhosa.

- Milarepa

terça-feira, 8 de junho de 2010

Não podemos forçar a simplicidade

"Não podemos forçar a simplicidade, mas podemos convidá-la, encontrando tanta riqueza quanto possível nas poucas coisas que temos à mão. Simplicidade não significa escassez mas sim um certo tipo de riqueza, a plenitude que surge quando deixamos de encher o mundo com coisas." ~ Thomas Moore

sábado, 22 de maio de 2010

Desperdiçar a vida

It is very wrong for people to feel deeply sad when they lose some money, while when they waste the precious moments of their lives they do not have the slightest feeling of regret. ~ Dalai Lama

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Possuir ou ser possuído?

O que é mais importante: adquirir mais posses ou tornarmo-nos mais conscientes? O que funciona melhor: obter ou largar?

Há um problema com possuir demasiado. Há um problema com possuir cada vez mais.

Quanto mais tens e quanto mais vais obtendo mais posses terás para cuidar. Quanto mais tens mais poderás perder. Será que isso é possuir ou ser possuído?

Mas se deixares de acumular posses, poderás deixar de passar a vida cuidando delas.

Busca a tranquilidade para descobrires a tua segurança interior. Se tiveres segurança interior, terás o que realmente queres. Também andarás menos estressado e a tua vida será mais longa.

John Heider, The Tao of Leadership

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dinheiro: nova forma de escravidão



«O dinheiro é uma nova forma de escravidão e distingue-se da antiga pelo simples facto de que agora a escravatura é impessoal, ou seja, não existe uma relação humana entre o senhor e o escravo»

Leo Tolstoy

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Gandhi: Alcançando o Ideal

Na minha humilde opinião, o conhecimento nunca deveria ser usado para a aquisição de riqueza. Negócios deveriam ser o único meio de fazê-lo. O meio de subsistência deveria ser o trabalho manual, ou seja, tecelagem, carpintaria, alfaiataria e outras ocupações essenciais para a manutenção da vida humana.

Creio que uma das principais razões para a nossa queda moral é que médicos, advogados, professores e outros adquirem conhecimento principalmente para obterem dinheiro e, na verdade, usam-no para esse fim. O que expus é, evidentemente, um ideal que não podemos alcançar. Não tenho dúvidas, contudo, que quanto mais perto estivermos dele, melhor para nós.

Navajivan, 1 de Julho de 1924 (CW 24, p. 174)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Serge Mongeau – A via da simplicidade voluntária

"A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades.

Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade.

A via da simplicidade voluntária abre-se por um caminho pessoal de introspecção: trata-se de cada um descobrir quem é e identificar as respostas às suas verdadeiras necessidades, e quando falo de necessidades penso para além das necessidades físicas de base, nas necessidades sociais, afectivas e espirituais. O que é que me vai preencher plenamente em todas as minhas dimensões e capacidades? No nosso mundo de abundância, isto significa que temos de escolher; não ir mais na corrente da moda, da publicidade ou do olhar os outros, mas sim em função das necessidades autênticas.”



Descobri esta citação aqui.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Thich Nhat Han: 2º Treino da Plena Atenção

Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, estou determinada a praticar generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. A minha opção é não roubar e não possuir nada que porventura pertença a alguém - em vez disso, hei-de compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com quem precise.

Consciente de que a busca da riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem criar sofrimento; de que a felicidade depende do meu estado de espírito e não de condições externas; e de que para ser feliz aqui e agora a unica coisa que preciso é lembrar-me de que já possuo todas as condições para tal, prometo viver de uma forma que contribua para a redução do sofrimento de todos os seres vivos na Terra.

Thich Nhat Han (2º Treinamento da Plena Atenção)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Buda: a impermanência das posses

“Como é curta a vida! A morte vem antes dos cem anos; quem viver mais irá morrer de velhice à mesma.

As pessoas se angustiam por aquilo que têm apego, no entanto nada possuído é constante e nada é possuído com constância. (...) Aquilo que alguém imagina ser seu irá desaparecer com a morte. Compreendendo isso, o sábio não terá apego a nada.

Quem cobiça objectos de apego não abandona a tristeza, angústia e avareza mas o sábio, tendo-se livrado das suas posses, mantêm-se em tranquilidade e insight."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um novo modelo social

Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.

Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.

E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.

- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama