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sábado, 25 de agosto de 2012
Desenvolvendo um relacionamento com o dinheiro
Se você lida com dinheiro sem consciência e atenção de quanto você está gastando e recebendo, então o dinheiro simplesmente sai voando, mesmo que você tenha milhões de dólares no seu bolso. Se, por outro lado, você está consciente de quantas pessoas trabalharam duro por estas notas em particular, quanta energia elas gastaram por isso, então você começa a pensar de forma mais cuidadosa sobre comprar e vender. Você começa a desenvolver um relacionamento com o dinheiro.
Fonte: The Question of Money, página 156 em Work, Sex, Money: Real Life on the Path of Mindfulness. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo
quinta-feira, 15 de março de 2012
Documentário - 'THE MONEY FIX'
"O dinheiro é apenas informação, uma forma que medir o que trocamos, sem valor inerente por si só. E nós podemos fazê-lo funcionar como um complemento ao dinheiro convencional. É apenas uma questão de design."
O dinheiro está na intersecção de quase todos os aspectos da vida moderna. A maioria pensa no sistema monetário como um dado adquirido, mas tem uma influência profunda e muito mal compreendida nas nossas vidas. 'THE MONEY FIX' é um documentário longa-metragem que explora a relação da nossa sociedade com o dinheiro. O filme documenta três tipos de sistemas monetários alternativos que podem ajudar a resolver os problemas econômicos das comunidades em que operam.
Link: http://themoneyfix.org
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Citações: O sistema financeiro
“Pergunta às pessoas à tua volta porque não dizem ou fazem aquilo que realmente pensam estar correcto e a resposta será uma: medo. Uma das maiores razões desse medo é a necessidade de ganhar dinheiro para viver.”
“Se se conseguir inflaccionar artificialmente os custos básicos da vida, como comida, aquecimento, roupas e abrigo, pressiona-se as pessoas a servir o sistema e a ganhar dinheiro para suprir essas necessidades básicas. Quanto menos for preciso ganhar, mais escolhas terás para viveres a vida como quiseres. Quanto mais precisares de ganhar, mais limitadas serão as tuas escolhas. Este esquema é baseado na maior aldrabice de todas _ o pagamento de juros sobre dinheiro que não existe”.
"O sistema bancário é uma das mais destrutivas actividades criminais do planeta. As pessoas que cultivam comida e produzem as necessidades da vida estão afogadas em dívidas e são muitas vezes levadas à falência por pessoas que apenas inserem números num computador, cobrando-lhes juros de seguida. Estão em circulação fantásticas somas de “dinheiro”, sob a forma de cheques e créditos de várias espécies, mas menos de 10% deste dinheiro existe sob a forma de notas e moedas. Mais de 90% não existe. O sistema está completamente falido e só funciona porque as pessoas estão condicionadas a aceitar cheques e cartões de crédito como “dinheiro” quando, de facto, isso não é mais do que a entrada de alguns números num computador, sem qualquer suporte”.
“Apesar da loucura óbvia deste roubo legalizado, as nossas mentes ainda estão condicionadas a acreditar que cobrar juros por dinheiro que não existe é essencial, e sem isso a economia mundial iria colapsar. Não é assim”.
“Responde-me a isto: o que aconteceria se, em vez de pedirmos emprestado dinheiro inexistente ao sistema bancário privado, os nossos governos imprimissem dinheiro em quantidade suficiente e livre de juros, e o emprestassem às pessoas com uma taxa de juro reduzida, para cobrir taxas administrativas? Já não seríamos capazes de comprar tudo o que precisássemos? Claro que seríamos e com maior facilidade, já que o custo de tudo baixaria.”
“O dinheiro tornar-se-ia naquilo para que foi inventado: um meio de troca de contribuições dentro da comunidade, que supre algumas das nossas carências em produtos e serviços. É apenas quando há juros sobre o dinheiro que este se torna num mecanismo de controlo, usado com os efeitos devastadores a que hoje assistimos.”
“Não existe motivo pelo qual não possamos ter dinheiro livre de juros. Só falta a vontade para que isso aconteça, porque os políticos que poderiam derrubar este sistema estão a ser controlados e manipulados pelas mesmas pessoas que detêm os bancos do mundo, (…)”
“Repara só nos diferentes partidos políticos no teu país. Quantos propõem acabar com o sistema de juros caso sejam eleitos? Nenhum? Obrigado. E agora sabes porquê.
Dois presidentes dos Estados Unidos da América propuseram imprimir dinheiro livre de juros e começaram a introduzir a medida. Um foi Abraham Lincoln e o outro foi John F. Kennedy. Sabes o que mais têm estas duas figuras em comum?”.
David Icke, no seu livro “Eu Sou Eu, Eu Sou Livre _ o guia para os robôs obterem liberdade”
“Se se conseguir inflaccionar artificialmente os custos básicos da vida, como comida, aquecimento, roupas e abrigo, pressiona-se as pessoas a servir o sistema e a ganhar dinheiro para suprir essas necessidades básicas. Quanto menos for preciso ganhar, mais escolhas terás para viveres a vida como quiseres. Quanto mais precisares de ganhar, mais limitadas serão as tuas escolhas. Este esquema é baseado na maior aldrabice de todas _ o pagamento de juros sobre dinheiro que não existe”.
"O sistema bancário é uma das mais destrutivas actividades criminais do planeta. As pessoas que cultivam comida e produzem as necessidades da vida estão afogadas em dívidas e são muitas vezes levadas à falência por pessoas que apenas inserem números num computador, cobrando-lhes juros de seguida. Estão em circulação fantásticas somas de “dinheiro”, sob a forma de cheques e créditos de várias espécies, mas menos de 10% deste dinheiro existe sob a forma de notas e moedas. Mais de 90% não existe. O sistema está completamente falido e só funciona porque as pessoas estão condicionadas a aceitar cheques e cartões de crédito como “dinheiro” quando, de facto, isso não é mais do que a entrada de alguns números num computador, sem qualquer suporte”.
“Apesar da loucura óbvia deste roubo legalizado, as nossas mentes ainda estão condicionadas a acreditar que cobrar juros por dinheiro que não existe é essencial, e sem isso a economia mundial iria colapsar. Não é assim”.
“Responde-me a isto: o que aconteceria se, em vez de pedirmos emprestado dinheiro inexistente ao sistema bancário privado, os nossos governos imprimissem dinheiro em quantidade suficiente e livre de juros, e o emprestassem às pessoas com uma taxa de juro reduzida, para cobrir taxas administrativas? Já não seríamos capazes de comprar tudo o que precisássemos? Claro que seríamos e com maior facilidade, já que o custo de tudo baixaria.”
“O dinheiro tornar-se-ia naquilo para que foi inventado: um meio de troca de contribuições dentro da comunidade, que supre algumas das nossas carências em produtos e serviços. É apenas quando há juros sobre o dinheiro que este se torna num mecanismo de controlo, usado com os efeitos devastadores a que hoje assistimos.”
“Não existe motivo pelo qual não possamos ter dinheiro livre de juros. Só falta a vontade para que isso aconteça, porque os políticos que poderiam derrubar este sistema estão a ser controlados e manipulados pelas mesmas pessoas que detêm os bancos do mundo, (…)”
“Repara só nos diferentes partidos políticos no teu país. Quantos propõem acabar com o sistema de juros caso sejam eleitos? Nenhum? Obrigado. E agora sabes porquê.
Dois presidentes dos Estados Unidos da América propuseram imprimir dinheiro livre de juros e começaram a introduzir a medida. Um foi Abraham Lincoln e o outro foi John F. Kennedy. Sabes o que mais têm estas duas figuras em comum?”.
David Icke, no seu livro “Eu Sou Eu, Eu Sou Livre _ o guia para os robôs obterem liberdade”
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O teu dinheiro ou a tua vida
Publicado há 20 anos, Your Money or Your Life foi escrito para estes tempos, afirma a co-autora Vicki Robin. O livro ajudou muitas pessoas a examinar as suas crenças sobre o dinheiro, decidir o que é "suficiente", livrar-se de dívidas, e libertar a sua energia vital para investir no que é mais importante para elas. Vicki convida-nos a aplicar as ferramentas sugeridas pelo livro na nossa relação com o tempo, oportunidades para criatividade e intercâmbio.
quinta-feira, 24 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O perigo das instituições bancárias
Eu acredito que as instituições bancárias são mais perigosas à nossas liberdade do que exércitos em alerta. Se o povo americano deixar os bancos privados controlarem a sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as corporações que crescerão ao seu redor vão tirar do povo todas as suas propriedades até que suas crianças acordem sem abrigo no continente que seus pais conquistaram. ~ Thomas Jefferson, 1802.
I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered.' ~ Thomas Jefferson 1802
I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered.' ~ Thomas Jefferson 1802
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Dalai Lama: o dinheiro e a felicidade
A compaixão e a afeição ajudam o cérebro a funcionar mais facilmente. Além disso, a compaixão também nos dá força interior; dá-nos auto-confiança, que reduz o medo, o que por sua vez mantém tranquila a nossa mente. Deste modo, a compaixão tem duas funções: faz com que o nosso cérebro funcione melhor e dá-nos força interior. Estas são então as causas da felicidade. Eu acredito que assim seja.
Agora, é claro que outras coisas também são boas para a felicidade. Por exemplo, todas as pessoas gostam de dinheiro. Se tivermos dinheiro, podemos então desfrutar das boas coisas. Normalmente, consideramos essas coisas como o mais importante, mas acho que não é assim. O conforto material pode advir do esforço físico, mas o conforto mental tem que vir do esforço mental. Se formos a uma loja e dermos dinheiro ao empregado e dissermos que queremos comprar a paz de espírito, eles dirão que não têm nada para vender. Muitos empregados iriam pensar que somos malucos e fariam pouco de nós. [...] Portanto, sempre que eu dou palestras, digo que as pessoas modernas pensam muito sobre o desenvolvimento exterior. Se só prestarmos atenção a esse nível, isso não será suficiente. A verdadeira alegria e satisfação têm de vir de dentro.
Agora, é claro que outras coisas também são boas para a felicidade. Por exemplo, todas as pessoas gostam de dinheiro. Se tivermos dinheiro, podemos então desfrutar das boas coisas. Normalmente, consideramos essas coisas como o mais importante, mas acho que não é assim. O conforto material pode advir do esforço físico, mas o conforto mental tem que vir do esforço mental. Se formos a uma loja e dermos dinheiro ao empregado e dissermos que queremos comprar a paz de espírito, eles dirão que não têm nada para vender. Muitos empregados iriam pensar que somos malucos e fariam pouco de nós. [...] Portanto, sempre que eu dou palestras, digo que as pessoas modernas pensam muito sobre o desenvolvimento exterior. Se só prestarmos atenção a esse nível, isso não será suficiente. A verdadeira alegria e satisfação têm de vir de dentro.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Qual seria a tua maneira ideal de ganhar a vida?
A ideia de "ganhar a vida" não me agrada nem um pouco. No nosso planeta, nenhuma espécie - excepto nós, seres humanos -, precisa de ganhar a vida. O "mal menor" seria fazer do nosso propósito de vida o nosso modo de ganhar a vida. Na minha experiência, porém, algo muda quando já não trabalhamos por gosto mas também para pagar as contas e assim por diante.
Eu tenho tido muita sorte. Quando era adolescente adorava música e passado uns anos tornei-me música e professora de música. Mais tarde quis investigar o poder da música no desenvolvimento pessoal e comunitário e tornei-me música na comunidade e musicoterapeuta. A seguir quis saber mais sobre o funcionamento da mente e das emoções e depressa me tornei conselheira psicológica. E assim por diante...
Quando me apercebi dos efeitos nocivos da escolaridade obrigatória optei pelo homeschooling e agora apoio homeschoolers e unschoolers (pais-educadores) da Inglaterra, Portugal e Brasil. Como resultado da minha busca espiritual, dei comigo a traduzir ensinamentos espirituais e a orientar sessões de meditação num centro budista.
Em muitos aspectos, sempre fiz, e continuo fazendo, o trabalho ideal. Neste momento o meu trabalho não é pago. É feito voluntariamente, e é assim que prefiro trabalhar, por amor à arte, por prazer, por convicção no valor daquilo que estou a fazer. Sonhadora como sou, dou comigo muitas vezes a sonhar com uma sociedade sem dinheiro.
Por outro lado, também compreendo a perspectiva de Chogyam Trungpa, quando diz que:
"De acordo com o Buda, ganhar a vida de uma forma correta significa simplesmente ganhar dinheiro através do trabalho, ganhar dólares, libras, francos, pesos. Para comprar comida e pagar o aluguel você precisa de dinheiro. Esta não é uma imposição cruel. É uma situação natural. Não precisamos ficar constrangidos ao lidar com dinheiro, nem ressentir o facto de termos que trabalhar. Quanto mais energia você gasta, mais dinheiro você acaba ganhando.
O dinheiro envolve tantas situações que acaba permeando toda a nossa vida. Em geral, evitar o trabalho também tem a ver com evitar outros aspectos da vida . As pessoas que rejeitam o materialismo da sociedade americana e se colocam aparte não estão dispostas a se encararem a si mesmas. Elas gostariam de se confortar com a noção de que estão vivendo uma vida filosoficamente virtuosa, e não percebem que não estão dispostas a trabalhar com o mundo tal como ele é."
Este blogue é uma forma de investigar este tema, embora ainda não tenha chegado a nenhuma conclusão... Talvez o meu sonho mais profundo seja passar o resto, ou pelo menos uma boa parte da minha vida, meditando numa caverna numa montanha, como Tenzin Palmo. Um dos votos dela é nunca tocar no dinheiro. A vida da Peregrina da Paz também me traz inspiração.
Curiosamente, estou agora a lembrar-me dos tempos que passei angariando fundos para projectos comunitários e da felicidade que sentia ao saber que as propostas tinham sido bem sucedidas - pois poderia oferecer algo de valor sem ter que cobrar.
E tu? Qual seria a tua maneira ideal de ganhar a vida? Que tipo de trabalho gostarias realmente de fazer? Já estás fazendo esse trabalho?
Eu tenho tido muita sorte. Quando era adolescente adorava música e passado uns anos tornei-me música e professora de música. Mais tarde quis investigar o poder da música no desenvolvimento pessoal e comunitário e tornei-me música na comunidade e musicoterapeuta. A seguir quis saber mais sobre o funcionamento da mente e das emoções e depressa me tornei conselheira psicológica. E assim por diante...
Quando me apercebi dos efeitos nocivos da escolaridade obrigatória optei pelo homeschooling e agora apoio homeschoolers e unschoolers (pais-educadores) da Inglaterra, Portugal e Brasil. Como resultado da minha busca espiritual, dei comigo a traduzir ensinamentos espirituais e a orientar sessões de meditação num centro budista.
Em muitos aspectos, sempre fiz, e continuo fazendo, o trabalho ideal. Neste momento o meu trabalho não é pago. É feito voluntariamente, e é assim que prefiro trabalhar, por amor à arte, por prazer, por convicção no valor daquilo que estou a fazer. Sonhadora como sou, dou comigo muitas vezes a sonhar com uma sociedade sem dinheiro.
Por outro lado, também compreendo a perspectiva de Chogyam Trungpa, quando diz que:
"De acordo com o Buda, ganhar a vida de uma forma correta significa simplesmente ganhar dinheiro através do trabalho, ganhar dólares, libras, francos, pesos. Para comprar comida e pagar o aluguel você precisa de dinheiro. Esta não é uma imposição cruel. É uma situação natural. Não precisamos ficar constrangidos ao lidar com dinheiro, nem ressentir o facto de termos que trabalhar. Quanto mais energia você gasta, mais dinheiro você acaba ganhando.
O dinheiro envolve tantas situações que acaba permeando toda a nossa vida. Em geral, evitar o trabalho também tem a ver com evitar outros aspectos da vida . As pessoas que rejeitam o materialismo da sociedade americana e se colocam aparte não estão dispostas a se encararem a si mesmas. Elas gostariam de se confortar com a noção de que estão vivendo uma vida filosoficamente virtuosa, e não percebem que não estão dispostas a trabalhar com o mundo tal como ele é."
Este blogue é uma forma de investigar este tema, embora ainda não tenha chegado a nenhuma conclusão... Talvez o meu sonho mais profundo seja passar o resto, ou pelo menos uma boa parte da minha vida, meditando numa caverna numa montanha, como Tenzin Palmo. Um dos votos dela é nunca tocar no dinheiro. A vida da Peregrina da Paz também me traz inspiração.
Curiosamente, estou agora a lembrar-me dos tempos que passei angariando fundos para projectos comunitários e da felicidade que sentia ao saber que as propostas tinham sido bem sucedidas - pois poderia oferecer algo de valor sem ter que cobrar.
E tu? Qual seria a tua maneira ideal de ganhar a vida? Que tipo de trabalho gostarias realmente de fazer? Já estás fazendo esse trabalho?
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Trabalha Português
Video Clip caseiro do tema Trabalha Português feito pelo compositor/intérprete Pedro Eça.
sábado, 5 de junho de 2010
A inveja, a avareza e o amor ao dinheiro
Continuação daqui.
Aprendi que quando se herda qualquer coisa herda-se uma série de problemas; de repente tornei-me o alvo da inveja e raiva das pessoas que sentem aversão ao facto que a herdeira fui eu.
Geshe Rabten, um monge budista tibetano, define a inveja como "um factor mental distinto que, produzido pelo apego ao respeito e ganhos materiais, é incapaz de suportar as coisas boas que os outros têm e traz sempre consigo uma profunda agitação mental. É a base para o imediato surgimento de sofrimento mental e a sua função é a de causar o esgotamento das coisas boas que temos."
O monge explica que a inveja contém frequentemente um elemento de medo. Vemos, por exemplo, que alguém está prestes a obter algo que nós queriamos tanto ter. Desejosos desses bens e receosos de não os obter, começamos a não gostar e até a odeiar a pessoa que imaginamos ser a causa do nosso problema.
Bhante, outro budista, explica a inveja como uma preocupação quase obsessiva com coisas materiais, riqueza e posses. Diz que o antídoto para a possessividade é a generosidade, a contemplação sobre a impermanência das coisas materiais e sobre o facto que vamos morrer.
Mas quem herda também se pode tornar alvo da avareza ou ganância (cobiça). Devido ao apego aos ganhos materiais, corremos sempre o risco de nos agarrarmos firmemente aos bens que agora possuimos e não querer abrir mão deles. Apreciamos as nossas posses, não queremos vê-las diminuir e sofremos com a possibilidade de nos separarmos delas. Para quem valoriza a generosidade, a avareza é o maior obstáculo. Há até quem diga que é a causa de pobreza material e espiritual no futuro.
O que acham? Que o amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todo o mal?
Aprendi que quando se herda qualquer coisa herda-se uma série de problemas; de repente tornei-me o alvo da inveja e raiva das pessoas que sentem aversão ao facto que a herdeira fui eu.
Geshe Rabten, um monge budista tibetano, define a inveja como "um factor mental distinto que, produzido pelo apego ao respeito e ganhos materiais, é incapaz de suportar as coisas boas que os outros têm e traz sempre consigo uma profunda agitação mental. É a base para o imediato surgimento de sofrimento mental e a sua função é a de causar o esgotamento das coisas boas que temos."
O monge explica que a inveja contém frequentemente um elemento de medo. Vemos, por exemplo, que alguém está prestes a obter algo que nós queriamos tanto ter. Desejosos desses bens e receosos de não os obter, começamos a não gostar e até a odeiar a pessoa que imaginamos ser a causa do nosso problema.
Bhante, outro budista, explica a inveja como uma preocupação quase obsessiva com coisas materiais, riqueza e posses. Diz que o antídoto para a possessividade é a generosidade, a contemplação sobre a impermanência das coisas materiais e sobre o facto que vamos morrer.
Mas quem herda também se pode tornar alvo da avareza ou ganância (cobiça). Devido ao apego aos ganhos materiais, corremos sempre o risco de nos agarrarmos firmemente aos bens que agora possuimos e não querer abrir mão deles. Apreciamos as nossas posses, não queremos vê-las diminuir e sofremos com a possibilidade de nos separarmos delas. Para quem valoriza a generosidade, a avareza é o maior obstáculo. Há até quem diga que é a causa de pobreza material e espiritual no futuro.
O que acham? Que o amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todo o mal?
sábado, 22 de maio de 2010
Desperdiçar a vida
It is very wrong for people to feel deeply sad when they lose some money, while when they waste the precious moments of their lives they do not have the slightest feeling of regret. ~ Dalai Lama
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Dinheiro: nova forma de escravidão
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um novo modelo social
Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.
Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.
E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.
- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama
Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.
E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.
- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Peter Singer e a ética do consumismo
Peter Singer's thoughts on the ethics of consumption are amplified against the backdrop of Fifth Avenue's posh boutiques.
domingo, 30 de agosto de 2009
Rat race - corrida de ratos
O termo “Corrida dos Ratos” refere-se à gaiola onde os ratos correm dentro dela até ficarem estoirados mas sem nunca chegarem a lugar nenhum.
Robert Kiyosaki compara a corrida dos ratos com a forma com a qual nos relacionamos com o dinheiro e o circulo vicioso que se forma em torno dele, onde quanto mais trabalhamos e quanto mais ganhamos mais teremos que trabalhar para sustentar um estilo de vida.
Segue-se um trecho do seu livro “Pai Rico Pai Pobre”:
“Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, obtém um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.
Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e às vezes casa. A vida é então maravilhosa porque actualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles sentem-se bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa.
O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Seus salários aumentam, mas também aumentam o imposto de renda, o imposto predial da casa, as contribuições para a Segurança Social e os outros impostos. Eles se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.
O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias."
Robert Kiyosaki compara a corrida dos ratos com a forma com a qual nos relacionamos com o dinheiro e o circulo vicioso que se forma em torno dele, onde quanto mais trabalhamos e quanto mais ganhamos mais teremos que trabalhar para sustentar um estilo de vida.
Segue-se um trecho do seu livro “Pai Rico Pai Pobre”:
“Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, obtém um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.
Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e às vezes casa. A vida é então maravilhosa porque actualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles sentem-se bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa.
O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Seus salários aumentam, mas também aumentam o imposto de renda, o imposto predial da casa, as contribuições para a Segurança Social e os outros impostos. Eles se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.
O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias."
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Salário
Poema de Carlos Drummond de Andrade
28.V.1983
Ó que lance extraordinário:
aumentou o meu salário
e o custo de vida, vário,
muito acima do ordinário,
por milagre monetário
deu um salto planetário.
Não entendo o noticiário.
Sou um simples operário,
escravo de ponto e horário,
sou caxias voluntário
de rendimento precário,
nível de vida sumário,
para não dizer primário,
e cerzido vestuário.
Não sou nada perdulário,
muito menos salafrário,
é limpo meu prontuário,
jamais avancei no Erário,
não festejo aniversário
e em meu sufoco diário
de emudecido canário,
navegante solitário,
sob o peso tributário,
me falta vocabulário
para um triste comentário.
Mas que lance extraordinário:
com o aumento de salário,
aumentou o meu calvário!
28.V.1983
Ó que lance extraordinário:
aumentou o meu salário
e o custo de vida, vário,
muito acima do ordinário,
por milagre monetário
deu um salto planetário.
Não entendo o noticiário.
Sou um simples operário,
escravo de ponto e horário,
sou caxias voluntário
de rendimento precário,
nível de vida sumário,
para não dizer primário,
e cerzido vestuário.
Não sou nada perdulário,
muito menos salafrário,
é limpo meu prontuário,
jamais avancei no Erário,
não festejo aniversário
e em meu sufoco diário
de emudecido canário,
navegante solitário,
sob o peso tributário,
me falta vocabulário
para um triste comentário.
Mas que lance extraordinário:
com o aumento de salário,
aumentou o meu calvário!
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