Vocês, que pelo lucro se envolvem na destruição deliberada do meio ambiente, vocês mostram-me o quanto eu valorizo o que é honesto, generoso e eticamente planeado, todas as expressões de amor por este planeta-nosso-lar, e por todos os seres, humanos e não-humanos. Por isso eu, cheia de gratidão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
Vocês deflagram em mim a paixão e o amor que sinto por esta terra que suporta a vida, pelo seu ar, seu solo e suas águas, e todos os seres por ela sustentados. Vocês mostram-me o quanto desejo integridade na minha vida, o quanto desejo comunidades fortes e sustentáveis. A força com que resisto as vossas acções mostra-me a intensidade do meu amor e paixão. Por isso, cheia de gratidão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
Porque a dor que sinto ao ver o sofrimento do mundo não é maior que a vossa dor - a vocês, que perpetuam a destruição e se alienam das necessidades das gerações actuais e do futuro, cheia de compaixão, eu me prosto e toco a Terra.
Porque o sofrimento da ganância, alienação e medo não são menores do que a dor do luto e tristeza pelo que já perdemos, eu, cheia de compaixão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
Pelo poder da transformação da minha raiva em amor pela beleza e integridade de todas as formas de vida, e pela energia radiante da minha sede de justiça e saúde para todos os seres, eu, cheia de gratidão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
Porque todos queremos ser felizes, nos sentir intactos e parte do todo, por esse anseio comum, eu, cheia de compaixão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
Porque vocês me desafiam com as vossas acções, exigindo que eu me liberte do meu apego à ideia de que a minha é a única perspectiva correta, eu, cheia de gratidão, me prosto aos vossos pés e toco a Terra.
A vocês, que me ensinam que a mente é uma fonte inesgotável, um verdadeiro milagre, capaz de se manifestar como amor, ganância ou medo, sabedoria ou confusão, ceguez às consequências das acções ou abertura à coerência sem limites de tudo o que fazemos e experienciamos na vida;
A vocês, que me mostram aquilo que eu mesma sou capaz quando deixo a minha vida ser regida pelo medo e pela ganância, a vocês, meus sublimes mestres, eu, cheia de gratidão, me prosto e toco a Terra.
Respeitando a capacidade da mente para a delusão e alienação que me chamam com tanta insistência à conexão e sabedoria, eu me prosto e toco a Terra.
Com a compreensão de que tudo isto irá passar, e com amor no meu coração, eu me prosto e toco a Terra.
Caitriona Reed
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quinta-feira, 17 de março de 2011
domingo, 6 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Os principais problemas do materialismo
Neste video, Satish Kumar descreve como os actuais níveis de consumo no Ocidente são pura e simplesmente insustentáveis. Ele examina os valores prevalecentes na nossa sociedade materialista e descreve um estilo de vida mais saudável, sustentável e conducente à felicidade, lembrando-nos que "a qualidade de vida é mais importante que a quantidade de bens materiais".
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Carta do índio ao presidente
O Presidente informa que deseja comprar a nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu ou a terra? A ideia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água, como poderão vocês comprá-los?Cada parte desta terra é sagrada para o meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada insecto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo.
Conhecemos a seiva que circula nas árvores como conhecemos o sangue que circula nas nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família.
A água brilhante que corre nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos a nossa terra, vocês deverão lembrar-se de que ela é sagrada. Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias da vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam a nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão.
Se lhes vendermos a nossa terra, lembrem-se de que o ar é precioso para nós, o ar partilha seu espírito com toda a vida que ampara. O vento, que deu ao nosso avô seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá aos nossos filhos o espírito da vida.
Assim, se lhes vendermos a nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina .
Ensinarão aos vossos filhos o que ensinamos aos nossos? Que a terra é a nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra. O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.
Uma coisa sabemos: nosso deus é também o seu deus. A terra é preciosa para ele e magoá-la é acumular contrariedades sobre o seu criador.
O vosso destino é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados? Os cavalos selvagens, todos domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta forem ocupados pelo odor de muitos homens e a vista dos montes floridos for bloqueada pelos fios que falam? Onde estarão as matas? Sumiram! Onde estará a águia? Desapareceu! E o que será dizer adeus ao pônei arisco e à caça? Será o fim da vida e o início da sobrevivência.
Quando o último pele-vermelha desaparecer, junto com sua vastidão selvagem, e a sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a planície… estas praias e estas florestas ainda estarão aí? Alguma coisa do espírito do meu povo ainda restará?
Amamos esta terra como o recém-nascido ama as batidas do coração da mãe. Assim, se lhes vendermos nossa terra, amem-na como a temos amado. Cuidem dela como temos cuidado. Gravem em suas mentes a memória da terra tal como estiver quando a receberem. Preservem a terra para todas as crianças e amem-na, como Deus nos ama a todos.
Assim como somos parte da terra, vocês também são parte da terra. Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa para vocês.
Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus. Nenhum homem, vermelho ou branco, pode viver à parte. Afinal, somos todos irmãos."
Carta do líder indígena 'Chief Seattle' ao presidente dos Estados Unidos em 1852, em 'O Poder do Mito', Joseph Campbell
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