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domingo, 20 de dezembro de 2009

Rumi: acorrentados pelo desejo de riqueza













Os homens são como demônios,
E o desejo de riqueza suas correntes,
Que os arrasta a labutar na oficina e no campo.
Essas correntes são feitas de seus medos e ansiedades.
Não penses que esses homens não estão acorrentados.
Suas correntes forçam-nos a dedicar-se ao trabalho e à caça,
Forçam-nos a labutar em minas e no mar,
Incitam-nos para o bem e para o mal.

Trecho do livro Masnavi (pg 212)
Rumi, poeta e místico sufi do séc. XIII

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Slow food, slow money...

Primeiro foi o slow food, agora é o slow money...



Nesta entrevista, Woody Tasch explica a ideia do Slow Money. Ele descreve como a actual crise econômica levanta questões fundamentais sobre o futuro do capitalismo e traz consigo a oportunidade de reorganizar o mercado financeiro no sentido da sustentabilidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os principais problemas do materialismo

Neste video, Satish Kumar descreve como os actuais níveis de consumo no Ocidente são pura e simplesmente insustentáveis. Ele examina os valores prevalecentes na nossa sociedade materialista e descreve um estilo de vida mais saudável, sustentável e conducente à felicidade, lembrando-nos que "a qualidade de vida é mais importante que a quantidade de bens materiais".
Visualizar aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um novo modelo social

Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.

Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.

E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.

- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ambrósio de Milão: A terra é de todos

A natureza derramou todas as coisas em comum para todos. Com efeito, Deus mesmo ordenou que todas as coisas fossem criadas de tal sorte que o alimento fosse comum para todos e que a terra, por conseguinte, fosse uma espécie de propriedade comum de todos. Foi, pois, a natureza que produziu o direito comum, e a usurpação (usurpatio) que criou o direito de propriedade. Ora, sobre este ponto, dizem os filósofos, “os estóicos achavam que os produtos da terra são todos criados para as necessidades dos homens e que os homens foram gerados por outros homens, a fim de que eles próprios possam ajudar uns aos outros” (Cícero, Dos deveres, 1, 7, 22). – Ambrósio, Surtes devoirs des clercs, 1,28,132, C.U.F.,1984, p. 158, trad. M. Testard

O Senhor nosso Deus quis que esta terra fosse a posse comum de todos os homens e que os frutos dela fossem destinados a todos. Mas a avidez repartiu os direitos de propriedade. É, pois, justo, se reivindicas para ti em particular uma coisa que foi posta em comum para o género humano, ou antes para todos os seres vivos, que distribuas entre pobres pelo menos alguma coisa dela, de forma que não recuses o alimento a quem deves a partilha de teu direito.

A natureza não é de forma alguma deficiente: ela deu os alimentos, não propôs vícios. Fez seus dons em comum, para que tu não reivindiques certas coisas como próprias. (...) Os elementos são dados a todos em comum.

A terra foi estabelecida em comum para todos, tanto ricos como pobres; por que então vos arrogais para vós somente, ó ricos, o direito de propriedade? A natureza não conhece ricos, ela nos gera todos pobres.

Sur Naboth, 1, 2, PL, 14, 731 C, em A-G. Hamman, Riches etpauvres..., p. 220, trad. Fr. Quéré-Jalmes

O mundo foi criado para todos, e vós, que sois uma minoria de ricos, quereis a todo o custo reivindicá-lo para vós. SurNaboth, III, 11, PL, 14, 734 B, ibid., p. 224

Não é teu aquilo que distribuis ao pobre, estás apenas lhe restituindo o que é dele. Porque foste tu que usurpaste aquilo que é dado a todos para o bem de todos. A terra pertence a todos, e não aos ricos. SurNaboth, XII, 53, PL, 14, 747 B, ibid., p. 252.

Ambrósio de Milão (Alemanha 340 - 397)
Este texto é citado pela encíclica Populorum Progressio, n. 23

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peter Singer e a ética do consumismo


Peter Singer's thoughts on the ethics of consumption are amplified against the backdrop of Fifth Avenue's posh boutiques.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Citações - Gerard W. Hughes

Se queremos ser livres, não devemos ser escravos. Se a minha vida é determinada e regulada em todos os seus pormenores por um desejo de ser rico, então eu torno-me escravo da riqueza que desejo, subordinando todos os outros desejos e valores da minha vida a este desejo predominante. As minhas relações com as pessoas serão reguladas pelo desejo de riqueza, e o meu amor pela verdade e a justiça subordinam-se também a esse desejo.

Ser desprendido é condição para ser livre.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O ser e o ter


Os homens estão mil vezes mais empenhados em adquirir riqueza do que formação espiritual; no entanto, seguramente, o que se «é» contribui muito mais para a nossa felicidade do que o que se «tem».

Schopenhauer, em "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida"

O mundo das posses

Quanto mais recebes, mais cresce o desejo;
quanto mais tens, mais queres ter.
O querer acaba por tornar-se uma fome obsessiva.
Não deves tentar possuir coisas ou pessoas;
simplesmente abandona o mundo das posses.

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A tranquilidade de Buda


Todas as posses acarretam preocupações, as riquezas depressa se perdem e a felicidade cedo se esvai. Preferi, pois, o recolhimento interior. A morte separa o homem de tudo aquilo a que chama "seu".

A sabedoria do discípulo está em não ter posses. Jara Sutta

Ao indivíduo que já se libertou de posses e do desejo de posses, isto é, que não é mais possuido pelo que antes pensava ou desejava possuir, e que também não mais se deixa afectar pela transitoriedade das coisas, a esse podeis chamar "tranquilo".
Purabhedha Sutta

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Gopi Krishna


A solitude e a natureza são absolutamente necessárias para o desenvolvimento do ser humano. É a mistura de uma vida natural, vivida em solitude, no meio de belos cenários da natureza e daquilo a que chamamos de vida arborícola, que é absolutamente necessária para o equilíbrio e harmonia da mente humana.

sábado, 5 de setembro de 2009

Citações - Leonardo Boff

"A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais e pelas parafernálias que nossa civilização materialista e pobre nos apresenta. No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor. O resto não lhe interessa. Por isso temos tantos ricos desesperados, jovens de famílias abastadas se suicidando por não verem mais sentido na superabundância. A lei do sistema dominante é: quem não tem, quer ter; quem tem, quer ter mais; quem tem mais, diz: nunca é suficiente.

Esquecemos que o que nos traz felicidade é o relacionamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o respeito, realidades que valem, mas não têm preço. O dramático está em que esta civilização humanamente pobre está acabando com o planeta no afã de ganhar mais, quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e com os demais seres humanos."

domingo, 30 de agosto de 2009

Rat race - corrida de ratos

O termo “Corrida dos Ratos” refere-se à gaiola onde os ratos correm dentro dela até ficarem estoirados mas sem nunca chegarem a lugar nenhum.

Robert Kiyosaki compara a corrida dos ratos com a forma com a qual nos relacionamos com o dinheiro e o circulo vicioso que se forma em torno dele, onde quanto mais trabalhamos e quanto mais ganhamos mais teremos que trabalhar para sustentar um estilo de vida.


Segue-se um trecho do seu livro “Pai Rico Pai Pobre”:

“Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, obtém um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.

Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e às vezes casa. A vida é então maravilhosa porque actualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles sentem-se bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa.

O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Seus salários aumentam, mas também aumentam o imposto de renda, o imposto predial da casa, as contribuições para a Segurança Social e os outros impostos. Eles se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.

O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias."

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Economia solidária

Salário

Poema de Carlos Drummond de Andrade

28.V.1983

Ó que lance extraordinário:
aumentou o meu salário
e o custo de vida, vário,
muito acima do ordinário,
por milagre monetário
deu um salto planetário.

Não entendo o noticiário.
Sou um simples operário,
escravo de ponto e horário,
sou caxias voluntário
de rendimento precário,
nível de vida sumário,
para não dizer primário,
e cerzido vestuário.

Não sou nada perdulário,
muito menos salafrário,
é limpo meu prontuário,
jamais avancei no Erário,
não festejo aniversário
e em meu sufoco diário
de emudecido canário,
navegante solitário,
sob o peso tributário,
me falta vocabulário
para um triste comentário.

Mas que lance extraordinário:
com o aumento de salário,
aumentou o meu calvário!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem um centavo nos bolsos

Aqui fica o documentário, em inglês, sobre a peregrina americana que caminhou mais de 25.000 milhas para a paz mundial sem um centavo nos bolsos.



Uma vez perguntaram-me: "O que fazem os peregrinos da paz?" Um peregrino da paz trabalha pela paz interior e exterior. Um peregrino da paz não busca a multiplicidade das coisas materiais, porém uma simplificação do bem estar material, tendo o nível de necessidade como a última meta.

Como se sabe, um peregrino caminha tradicionalmente com fé, sem nenhum meio visível de apoio. Eu caminho até que me ofereçam abrigo. Jejuo até que me ofereçam alimento. É importante que seja dado; nunca peço. Mas sempre me dão!

Tudo o que me dão, eu dou. Deve-se dar se se quiser receber. Deixe que o centro de seu ser seja dar, dar, dar. Você não pode dar demasiado, e descobrirá que não pode dar sem receber. Este tipo de vida não está reservado só para os santos, está disponível para gente pequena como você e eu - se nos esforçarmos em dar a todos.

Original aqui.

domingo, 23 de agosto de 2009

A estória de São Bento

Bento, filho de um nobre romano, nasceu em Núrsia (480 - 547), um vilarejo no alto das montanhas, a nordeste de Roma.

Seus pais mandaram-lhe para Roma estudar, mas ele não gostou da vida da cidade e fugiu para Subiaco, onde se tornou eremita.

Foi mais tarde descoberto por um grupo de monges que o incitaram a se tornar o seu líder espiritual.

Em Regula Monasteriorum ele inclui uma regra sobre:

Se os monges devem possuir alguma coisa de próprio

Especialmente este vício deve ser cortado do mosteiro pela raiz; ninguém ouse (...) ter nada de próprio, nada absolutamente, nem livro, nem tabuinhas, nem estilete, absolutamente nada. Seja tudo comum a todos, como está escrito, nem diga nem tenha alguém a presunção de achar que alguma coisa lhe pertence.

Links:
A vida de São Bento
Regra do glorioso Patriarca São Bento

sábado, 22 de agosto de 2009

Investir dinheiro para destruir o planeta


Korubo, o chefe indígena, alerta-nos para os perigos que a humanidade corre ao seguir o caminho errado. Korubo vive numa pequena aldeia que se vê ameaçada pela especulação imobiliária e por uns políticos locais com escassa visão de futuro e muitos interesses pessoais a curto prazo. O projecto é construir um enorme bairro para as classes sociais altas, disfarçando-lhe de "ecológico", pois a "falsa ecologia" está muito na moda no Brasil também.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Simplicidade voluntária


Link: Simplicidade

Citações - Joseph Campbell

O dinheiro é energia congelada e a sua liberação acarreta possibilidades de vida. Sabemos que numa sociedade economicamente orientada as possibilidades de vida são, na verdade, uma função da quantidade de dinheiro que se possui.

Experienciado como energia vital, o dinheiro é de facto uma meditação, e deixá-lo fluir em vez de acumulá-lo é um modo de participar da vida dos outros. É preciso que o dinheiro flua.

Do livro 'Reflexões Sobre a Arte de Viver'