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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dinheiro: nova forma de escravidão



«O dinheiro é uma nova forma de escravidão e distingue-se da antiga pelo simples facto de que agora a escravatura é impessoal, ou seja, não existe uma relação humana entre o senhor e o escravo»

Leo Tolstoy

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O homem que vive sem dinheiro

Jon Henley passou o dia em Bath com Mark Boyle, que no ano passado decidiu deixar de gastar dinheiro... em nada... e para sempre! E sabem que mais? Ele está vivendo muito bem!

Podem ver o vídeo, em inglês, aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Gandhi: Alcançando o Ideal

Na minha humilde opinião, o conhecimento nunca deveria ser usado para a aquisição de riqueza. Negócios deveriam ser o único meio de fazê-lo. O meio de subsistência deveria ser o trabalho manual, ou seja, tecelagem, carpintaria, alfaiataria e outras ocupações essenciais para a manutenção da vida humana.

Creio que uma das principais razões para a nossa queda moral é que médicos, advogados, professores e outros adquirem conhecimento principalmente para obterem dinheiro e, na verdade, usam-no para esse fim. O que expus é, evidentemente, um ideal que não podemos alcançar. Não tenho dúvidas, contudo, que quanto mais perto estivermos dele, melhor para nós.

Navajivan, 1 de Julho de 1924 (CW 24, p. 174)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Serge Mongeau – A via da simplicidade voluntária

"A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades.

Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade.

A via da simplicidade voluntária abre-se por um caminho pessoal de introspecção: trata-se de cada um descobrir quem é e identificar as respostas às suas verdadeiras necessidades, e quando falo de necessidades penso para além das necessidades físicas de base, nas necessidades sociais, afectivas e espirituais. O que é que me vai preencher plenamente em todas as minhas dimensões e capacidades? No nosso mundo de abundância, isto significa que temos de escolher; não ir mais na corrente da moda, da publicidade ou do olhar os outros, mas sim em função das necessidades autênticas.”



Descobri esta citação aqui.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Thich Nhat Han: 2º Treino da Plena Atenção

Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, estou determinada a praticar generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. A minha opção é não roubar e não possuir nada que porventura pertença a alguém - em vez disso, hei-de compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com quem precise.

Consciente de que a busca da riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem criar sofrimento; de que a felicidade depende do meu estado de espírito e não de condições externas; e de que para ser feliz aqui e agora a unica coisa que preciso é lembrar-me de que já possuo todas as condições para tal, prometo viver de uma forma que contribua para a redução do sofrimento de todos os seres vivos na Terra.

Thich Nhat Han (2º Treinamento da Plena Atenção)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Buda: a impermanência das posses

“Como é curta a vida! A morte vem antes dos cem anos; quem viver mais irá morrer de velhice à mesma.

As pessoas se angustiam por aquilo que têm apego, no entanto nada possuído é constante e nada é possuído com constância. (...) Aquilo que alguém imagina ser seu irá desaparecer com a morte. Compreendendo isso, o sábio não terá apego a nada.

Quem cobiça objectos de apego não abandona a tristeza, angústia e avareza mas o sábio, tendo-se livrado das suas posses, mantêm-se em tranquilidade e insight."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rumi: acorrentados pelo desejo de riqueza













Os homens são como demônios,
E o desejo de riqueza suas correntes,
Que os arrasta a labutar na oficina e no campo.
Essas correntes são feitas de seus medos e ansiedades.
Não penses que esses homens não estão acorrentados.
Suas correntes forçam-nos a dedicar-se ao trabalho e à caça,
Forçam-nos a labutar em minas e no mar,
Incitam-nos para o bem e para o mal.

Trecho do livro Masnavi (pg 212)
Rumi, poeta e místico sufi do séc. XIII

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Slow food, slow money...

Primeiro foi o slow food, agora é o slow money...



Nesta entrevista, Woody Tasch explica a ideia do Slow Money. Ele descreve como a actual crise econômica levanta questões fundamentais sobre o futuro do capitalismo e traz consigo a oportunidade de reorganizar o mercado financeiro no sentido da sustentabilidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os principais problemas do materialismo

Neste video, Satish Kumar descreve como os actuais níveis de consumo no Ocidente são pura e simplesmente insustentáveis. Ele examina os valores prevalecentes na nossa sociedade materialista e descreve um estilo de vida mais saudável, sustentável e conducente à felicidade, lembrando-nos que "a qualidade de vida é mais importante que a quantidade de bens materiais".
Visualizar aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um novo modelo social

Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.

Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.

E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.

- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ambrósio de Milão: A terra é de todos

A natureza derramou todas as coisas em comum para todos. Com efeito, Deus mesmo ordenou que todas as coisas fossem criadas de tal sorte que o alimento fosse comum para todos e que a terra, por conseguinte, fosse uma espécie de propriedade comum de todos. Foi, pois, a natureza que produziu o direito comum, e a usurpação (usurpatio) que criou o direito de propriedade. Ora, sobre este ponto, dizem os filósofos, “os estóicos achavam que os produtos da terra são todos criados para as necessidades dos homens e que os homens foram gerados por outros homens, a fim de que eles próprios possam ajudar uns aos outros” (Cícero, Dos deveres, 1, 7, 22). – Ambrósio, Surtes devoirs des clercs, 1,28,132, C.U.F.,1984, p. 158, trad. M. Testard

O Senhor nosso Deus quis que esta terra fosse a posse comum de todos os homens e que os frutos dela fossem destinados a todos. Mas a avidez repartiu os direitos de propriedade. É, pois, justo, se reivindicas para ti em particular uma coisa que foi posta em comum para o género humano, ou antes para todos os seres vivos, que distribuas entre pobres pelo menos alguma coisa dela, de forma que não recuses o alimento a quem deves a partilha de teu direito.

A natureza não é de forma alguma deficiente: ela deu os alimentos, não propôs vícios. Fez seus dons em comum, para que tu não reivindiques certas coisas como próprias. (...) Os elementos são dados a todos em comum.

A terra foi estabelecida em comum para todos, tanto ricos como pobres; por que então vos arrogais para vós somente, ó ricos, o direito de propriedade? A natureza não conhece ricos, ela nos gera todos pobres.

Sur Naboth, 1, 2, PL, 14, 731 C, em A-G. Hamman, Riches etpauvres..., p. 220, trad. Fr. Quéré-Jalmes

O mundo foi criado para todos, e vós, que sois uma minoria de ricos, quereis a todo o custo reivindicá-lo para vós. SurNaboth, III, 11, PL, 14, 734 B, ibid., p. 224

Não é teu aquilo que distribuis ao pobre, estás apenas lhe restituindo o que é dele. Porque foste tu que usurpaste aquilo que é dado a todos para o bem de todos. A terra pertence a todos, e não aos ricos. SurNaboth, XII, 53, PL, 14, 747 B, ibid., p. 252.

Ambrósio de Milão (Alemanha 340 - 397)
Este texto é citado pela encíclica Populorum Progressio, n. 23

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peter Singer e a ética do consumismo


Peter Singer's thoughts on the ethics of consumption are amplified against the backdrop of Fifth Avenue's posh boutiques.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Citações - Gerard W. Hughes

Se queremos ser livres, não devemos ser escravos. Se a minha vida é determinada e regulada em todos os seus pormenores por um desejo de ser rico, então eu torno-me escravo da riqueza que desejo, subordinando todos os outros desejos e valores da minha vida a este desejo predominante. As minhas relações com as pessoas serão reguladas pelo desejo de riqueza, e o meu amor pela verdade e a justiça subordinam-se também a esse desejo.

Ser desprendido é condição para ser livre.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O ser e o ter


Os homens estão mil vezes mais empenhados em adquirir riqueza do que formação espiritual; no entanto, seguramente, o que se «é» contribui muito mais para a nossa felicidade do que o que se «tem».

Schopenhauer, em "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida"

O mundo das posses

Quanto mais recebes, mais cresce o desejo;
quanto mais tens, mais queres ter.
O querer acaba por tornar-se uma fome obsessiva.
Não deves tentar possuir coisas ou pessoas;
simplesmente abandona o mundo das posses.

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A tranquilidade de Buda


Todas as posses acarretam preocupações, as riquezas depressa se perdem e a felicidade cedo se esvai. Preferi, pois, o recolhimento interior. A morte separa o homem de tudo aquilo a que chama "seu".

A sabedoria do discípulo está em não ter posses. Jara Sutta

Ao indivíduo que já se libertou de posses e do desejo de posses, isto é, que não é mais possuido pelo que antes pensava ou desejava possuir, e que também não mais se deixa afectar pela transitoriedade das coisas, a esse podeis chamar "tranquilo".
Purabhedha Sutta

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Gopi Krishna


A solitude e a natureza são absolutamente necessárias para o desenvolvimento do ser humano. É a mistura de uma vida natural, vivida em solitude, no meio de belos cenários da natureza e daquilo a que chamamos de vida arborícola, que é absolutamente necessária para o equilíbrio e harmonia da mente humana.

sábado, 5 de setembro de 2009

Citações - Leonardo Boff

"A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais e pelas parafernálias que nossa civilização materialista e pobre nos apresenta. No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor. O resto não lhe interessa. Por isso temos tantos ricos desesperados, jovens de famílias abastadas se suicidando por não verem mais sentido na superabundância. A lei do sistema dominante é: quem não tem, quer ter; quem tem, quer ter mais; quem tem mais, diz: nunca é suficiente.

Esquecemos que o que nos traz felicidade é o relacionamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o respeito, realidades que valem, mas não têm preço. O dramático está em que esta civilização humanamente pobre está acabando com o planeta no afã de ganhar mais, quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e com os demais seres humanos."

domingo, 30 de agosto de 2009

Rat race - corrida de ratos

O termo “Corrida dos Ratos” refere-se à gaiola onde os ratos correm dentro dela até ficarem estoirados mas sem nunca chegarem a lugar nenhum.

Robert Kiyosaki compara a corrida dos ratos com a forma com a qual nos relacionamos com o dinheiro e o circulo vicioso que se forma em torno dele, onde quanto mais trabalhamos e quanto mais ganhamos mais teremos que trabalhar para sustentar um estilo de vida.


Segue-se um trecho do seu livro “Pai Rico Pai Pobre”:

“Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, obtém um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.

Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e às vezes casa. A vida é então maravilhosa porque actualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles sentem-se bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa.

O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Seus salários aumentam, mas também aumentam o imposto de renda, o imposto predial da casa, as contribuições para a Segurança Social e os outros impostos. Eles se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.

O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias."

terça-feira, 25 de agosto de 2009