Juntem-se a nós clicando AQUI!

sábado, 22 de maio de 2010

Desperdiçar a vida

It is very wrong for people to feel deeply sad when they lose some money, while when they waste the precious moments of their lives they do not have the slightest feeling of regret. ~ Dalai Lama

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rumi: A Small Green Island

There is a small green island where one white cow lives alone,
a meadow of an island.

The cow grazes until nightfall, full and fat,
but during the night she panics and grows thin as a single hair.
"What will I eat tomorrow? There's nothing left!"

By dawn the grass has grown up again, waist-high.
The cow starts eating and by dark the meadow is clipped short.
She is full of strength and energy, but she panics in the dark as before and grows abnormally thin overnight.

The cow does this over and over and this is all she does.
She never thinks, "This meadow has never failed to grow back.
Why should I be afraid every night that it won't?"

The cow is the bodily soul.
The island field is this world where that grows lean with fear and fat with blessing, lean and fat.
White cow, don't make yourself miserable with what is to come or not to come.

Translated by Coleman Barks

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Possuir ou ser possuído?

O que é mais importante: adquirir mais posses ou tornarmo-nos mais conscientes? O que funciona melhor: obter ou largar?

Há um problema com possuir demasiado. Há um problema com possuir cada vez mais.

Quanto mais tens e quanto mais vais obtendo mais posses terás para cuidar. Quanto mais tens mais poderás perder. Será que isso é possuir ou ser possuído?

Mas se deixares de acumular posses, poderás deixar de passar a vida cuidando delas.

Busca a tranquilidade para descobrires a tua segurança interior. Se tiveres segurança interior, terás o que realmente queres. Também andarás menos estressado e a tua vida será mais longa.

John Heider, The Tao of Leadership

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O nosso relacionamento com o dinheiro


Christopher Titmuss

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dinheiro: nova forma de escravidão



«O dinheiro é uma nova forma de escravidão e distingue-se da antiga pelo simples facto de que agora a escravatura é impessoal, ou seja, não existe uma relação humana entre o senhor e o escravo»

Leo Tolstoy

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O homem que vive sem dinheiro

Jon Henley passou o dia em Bath com Mark Boyle, que no ano passado decidiu deixar de gastar dinheiro... em nada... e para sempre! E sabem que mais? Ele está vivendo muito bem!

Podem ver o vídeo, em inglês, aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Gandhi: Alcançando o Ideal

Na minha humilde opinião, o conhecimento nunca deveria ser usado para a aquisição de riqueza. Negócios deveriam ser o único meio de fazê-lo. O meio de subsistência deveria ser o trabalho manual, ou seja, tecelagem, carpintaria, alfaiataria e outras ocupações essenciais para a manutenção da vida humana.

Creio que uma das principais razões para a nossa queda moral é que médicos, advogados, professores e outros adquirem conhecimento principalmente para obterem dinheiro e, na verdade, usam-no para esse fim. O que expus é, evidentemente, um ideal que não podemos alcançar. Não tenho dúvidas, contudo, que quanto mais perto estivermos dele, melhor para nós.

Navajivan, 1 de Julho de 1924 (CW 24, p. 174)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Serge Mongeau – A via da simplicidade voluntária

"A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades.

Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade.

A via da simplicidade voluntária abre-se por um caminho pessoal de introspecção: trata-se de cada um descobrir quem é e identificar as respostas às suas verdadeiras necessidades, e quando falo de necessidades penso para além das necessidades físicas de base, nas necessidades sociais, afectivas e espirituais. O que é que me vai preencher plenamente em todas as minhas dimensões e capacidades? No nosso mundo de abundância, isto significa que temos de escolher; não ir mais na corrente da moda, da publicidade ou do olhar os outros, mas sim em função das necessidades autênticas.”



Descobri esta citação aqui.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Thich Nhat Han: 2º Treino da Plena Atenção

Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, estou determinada a praticar generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. A minha opção é não roubar e não possuir nada que porventura pertença a alguém - em vez disso, hei-de compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com quem precise.

Consciente de que a busca da riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem criar sofrimento; de que a felicidade depende do meu estado de espírito e não de condições externas; e de que para ser feliz aqui e agora a unica coisa que preciso é lembrar-me de que já possuo todas as condições para tal, prometo viver de uma forma que contribua para a redução do sofrimento de todos os seres vivos na Terra.

Thich Nhat Han (2º Treinamento da Plena Atenção)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Buda: a impermanência das posses

“Como é curta a vida! A morte vem antes dos cem anos; quem viver mais irá morrer de velhice à mesma.

As pessoas se angustiam por aquilo que têm apego, no entanto nada possuído é constante e nada é possuído com constância. (...) Aquilo que alguém imagina ser seu irá desaparecer com a morte. Compreendendo isso, o sábio não terá apego a nada.

Quem cobiça objectos de apego não abandona a tristeza, angústia e avareza mas o sábio, tendo-se livrado das suas posses, mantêm-se em tranquilidade e insight."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rumi: acorrentados pelo desejo de riqueza













Os homens são como demônios,
E o desejo de riqueza suas correntes,
Que os arrasta a labutar na oficina e no campo.
Essas correntes são feitas de seus medos e ansiedades.
Não penses que esses homens não estão acorrentados.
Suas correntes forçam-nos a dedicar-se ao trabalho e à caça,
Forçam-nos a labutar em minas e no mar,
Incitam-nos para o bem e para o mal.

Trecho do livro Masnavi (pg 212)
Rumi, poeta e místico sufi do séc. XIII

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Slow food, slow money...

Primeiro foi o slow food, agora é o slow money...



Nesta entrevista, Woody Tasch explica a ideia do Slow Money. Ele descreve como a actual crise econômica levanta questões fundamentais sobre o futuro do capitalismo e traz consigo a oportunidade de reorganizar o mercado financeiro no sentido da sustentabilidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os principais problemas do materialismo

Neste video, Satish Kumar descreve como os actuais níveis de consumo no Ocidente são pura e simplesmente insustentáveis. Ele examina os valores prevalecentes na nossa sociedade materialista e descreve um estilo de vida mais saudável, sustentável e conducente à felicidade, lembrando-nos que "a qualidade de vida é mais importante que a quantidade de bens materiais".
Visualizar aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um novo modelo social

Temos de tentar o impossível. Estou convencido que se continuarmos a seguir um modelo social inteiramente condicionado pelo dinheiro e poder, e que leva tão pouco em conta verdadeiros valores como o amor e o altruísmo, as futuras gerações poderão vir a enfrentar problemas e sofrimentos muito piores.

Cada um de nós carece de uma coisa ou outra. Não sei bem o que nos falta, mas sinto que nos falta algo. No Ocidente, apesar da crise actual, o facto é que vocês têm de tudo, ou pelo menos pensam que têm; têm todos os tipos de bens materiais e estes estão, sem dúvida, distribuídos melhor que no passado. Mas, por outro lado, vocês vivem num estado de constante tensão, num clima de medo e competitividade incessante.

E os que crescem nesse tipo de atmosfera vão-se sentir carentes toda a vida: não irão conhecer aquela maravilhosa qualidade da profundidade e intimidade que é a riqueza da vida. Irão permanecer na superfície agitada do mar, sem nunca conhecer a calma que se encontra nas profundezas.

- trecho do "The Dalai Lama's Little Book of Inner Peace: The Essential Life and Teachings" por Sua Santidade o Dalai Lama

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ambrósio de Milão: A terra é de todos

A natureza derramou todas as coisas em comum para todos. Com efeito, Deus mesmo ordenou que todas as coisas fossem criadas de tal sorte que o alimento fosse comum para todos e que a terra, por conseguinte, fosse uma espécie de propriedade comum de todos. Foi, pois, a natureza que produziu o direito comum, e a usurpação (usurpatio) que criou o direito de propriedade. Ora, sobre este ponto, dizem os filósofos, “os estóicos achavam que os produtos da terra são todos criados para as necessidades dos homens e que os homens foram gerados por outros homens, a fim de que eles próprios possam ajudar uns aos outros” (Cícero, Dos deveres, 1, 7, 22). – Ambrósio, Surtes devoirs des clercs, 1,28,132, C.U.F.,1984, p. 158, trad. M. Testard

O Senhor nosso Deus quis que esta terra fosse a posse comum de todos os homens e que os frutos dela fossem destinados a todos. Mas a avidez repartiu os direitos de propriedade. É, pois, justo, se reivindicas para ti em particular uma coisa que foi posta em comum para o género humano, ou antes para todos os seres vivos, que distribuas entre pobres pelo menos alguma coisa dela, de forma que não recuses o alimento a quem deves a partilha de teu direito.

A natureza não é de forma alguma deficiente: ela deu os alimentos, não propôs vícios. Fez seus dons em comum, para que tu não reivindiques certas coisas como próprias. (...) Os elementos são dados a todos em comum.

A terra foi estabelecida em comum para todos, tanto ricos como pobres; por que então vos arrogais para vós somente, ó ricos, o direito de propriedade? A natureza não conhece ricos, ela nos gera todos pobres.

Sur Naboth, 1, 2, PL, 14, 731 C, em A-G. Hamman, Riches etpauvres..., p. 220, trad. Fr. Quéré-Jalmes

O mundo foi criado para todos, e vós, que sois uma minoria de ricos, quereis a todo o custo reivindicá-lo para vós. SurNaboth, III, 11, PL, 14, 734 B, ibid., p. 224

Não é teu aquilo que distribuis ao pobre, estás apenas lhe restituindo o que é dele. Porque foste tu que usurpaste aquilo que é dado a todos para o bem de todos. A terra pertence a todos, e não aos ricos. SurNaboth, XII, 53, PL, 14, 747 B, ibid., p. 252.

Ambrósio de Milão (Alemanha 340 - 397)
Este texto é citado pela encíclica Populorum Progressio, n. 23

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peter Singer e a ética do consumismo


Peter Singer's thoughts on the ethics of consumption are amplified against the backdrop of Fifth Avenue's posh boutiques.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Citações - Gerard W. Hughes

Se queremos ser livres, não devemos ser escravos. Se a minha vida é determinada e regulada em todos os seus pormenores por um desejo de ser rico, então eu torno-me escravo da riqueza que desejo, subordinando todos os outros desejos e valores da minha vida a este desejo predominante. As minhas relações com as pessoas serão reguladas pelo desejo de riqueza, e o meu amor pela verdade e a justiça subordinam-se também a esse desejo.

Ser desprendido é condição para ser livre.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O ser e o ter


Os homens estão mil vezes mais empenhados em adquirir riqueza do que formação espiritual; no entanto, seguramente, o que se «é» contribui muito mais para a nossa felicidade do que o que se «tem».

Schopenhauer, em "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida"

O mundo das posses

Quanto mais recebes, mais cresce o desejo;
quanto mais tens, mais queres ter.
O querer acaba por tornar-se uma fome obsessiva.
Não deves tentar possuir coisas ou pessoas;
simplesmente abandona o mundo das posses.

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A tranquilidade de Buda


Todas as posses acarretam preocupações, as riquezas depressa se perdem e a felicidade cedo se esvai. Preferi, pois, o recolhimento interior. A morte separa o homem de tudo aquilo a que chama "seu".

A sabedoria do discípulo está em não ter posses. Jara Sutta

Ao indivíduo que já se libertou de posses e do desejo de posses, isto é, que não é mais possuido pelo que antes pensava ou desejava possuir, e que também não mais se deixa afectar pela transitoriedade das coisas, a esse podeis chamar "tranquilo".
Purabhedha Sutta